A Endometriose afeta em média 6,5 milhões de mulheres no Brasil e segundo a Associação Brasileira de Endometriose, 16% das mulheres entre 13 e 45 anos (que estão em fase reprodutiva) podem desenvolver a doença e cerca de 32% podem ficar inférteis. A condição pode afetar mulheres desde a primeira menstruação até a última e o diagnóstico geralmente ocorre na faixa etária dos 25 a 30 anos.

As causas ainda não são totalmente conhecidas, mas estima-se que quando a mãe ou irmãs tem o problema à mulher pode ter um risco maior de desenvolver a endometriose.

Entenda a Endometriose

O que é Endometriose?

O útero tem um formato que se assemelha a uma pera e possui uma camada interna de revestimento, uma mucosa, chamada endométrio. Quando a mulher tem um ovário fecundado é nessa camada que ele se implanta e começa a se desenvolver, quando isso não acontece boa parte desse endométrio se dissolve e assim ocorre a menstruação. Em algumas situações uma quantidade desse sangue “desvia” e vai para a cavidade abdominal ou ovário causando uma lesão chamada endometriótica.

Sintomas da Endometriose

Os sintomas mais comuns são a dor e a infertilidade, algumas mulheres não sentem e nem sabem do problema até tentar engravidar sem sucesso, por exemplo, e descobrir que sofrem de endometriose, já outras mulheres sentem dores e sintomas incapacitantes.

Entenda a Endometriose

Outros sintomas comuns são:

– Desconforto e dor durante as relações sexuais

– Sangramento menstrual muito intenso ou de forma irregular

– Cólicas pré-menstruais muito intensas e que continuam durante a menstruação.

– Dor crônica na região da pélvis

– Cansaço ou exaustão

– Dificuldade para engravidar ou até infertilidade

– Alterações no intestino ou trato urinário durante o período menstrual

A dor citada pela maioria das mulheres que tem endometriose é como uma cólica intensa, dor que impede o ato sexual e alterações significativas no intestino na época do período menstrual. Muitas relatam que os sintomas atrapalham a vida pessoal e profissional.

Diagnósticos e Exames

O diagnóstico é realizado com o auxilio de exames com base no relato da paciente para o médico, geralmente é solicitado ultrassom, exames laboratoriais e em casos mais complexos a ressonância magnética. A Endometriose é uma doença com difícil diagnóstico apenas em consulta com o ginecologista, por isso os exames de imagem são tão importantes para confirmar a doença, entre eles:

Ultrassonografia transvaginal – esse exame possui um baixo custo e com ele é possível identificar alterações do endométrio, endometriose profunda e aderências na pélvis.

Ressonância magnética – é um exame de alto custo e tem uma sensibilidade maior em especial para pacientes com endometriose profunda, porém só é solicitado em último caso, no SUS dificilmente esse exame será sugerido como primeira opção. Mas os outros exames são capazes de identificar o problema.

Alguns exames complementares podem ser solicitados para um diagnóstico mais preciso assim como para orientar a paciente sobre qual o tratamento é mais indicado, de acordo com os sintomas apresentados o médico pode pedir uma ultrassom transretal, tomografia computadorizada e a ecoendoscopia retal se for encontrada alterações pode ser solicitada uma biopsia com o objetivo de confirmar o diagnóstico.

Laparoscopia – O procedimento permite tanto o diagnóstico como o tratamento, são feitas pequenas incisões na barriga e são introduzidos instrumentos para visualizar e em caso de confirmação, retirar as lesões permitindo coleta de material e tratamento cirúrgico. Essa técnica pode ser sugerida após os exames de imagem para que tudo seja feito de forma integrada com o objetivo de evitar inúmeros procedimentos.

Entenda a Endometriose

Laparotomia – É mais invasivo em comparação a Laparoscopia e também o mais tradicional, nesse procedimento é feito uma incisão maior no abdômen para acessar os órgãos e é indicada pelo médico de acordo com a necessidade.

Vale lembrar que a Endometriose é uma doença crônica e requer acompanhamento contínuo, muitos tratamentos e técnicas não invasivas estão disponíveis para reduzir a quantidade de procedimentos que a paciente é submetida.

Existe prevenção da Endometriose?

A doença é benigna e acontece quando o tecido endométrio passa para fora da cavidade e se desenvolve,  o normal é que todos os meses o tecido cresce e quando não ocorre a gravidez ele é eliminado no ciclo menstrual… A questão é que em algumas mulheres isso não ocorre e vão para o sentido oposto, se multiplica e provoca a endometriose.

Por não saber exatamente o que provoca essa condição fica difícil falar em prevenção, existem diversos estudos com mulheres que tem endometriose para que no futuro seja possível determinar com mais clareza se existe fatores que podem desencadear a doença e assim oferecer respostas mais precisas.

Alguns fatores podem ser levados em consideração com base em estudos:

– Pacientes com fluxo menstrual intenso

Pílula anticoncepcional x Endometriose – nesse caso existe uma polêmica, alguns pesquisadores acreditam que aumenta o risco e outros indicam que não tem relação já que a pílula muitas vezes é prescrita para mulheres que sentem muita cólica durante o período menstrual, porém a endometriose geralmente causa dor pélvica, na prática ainda não temos um consenso.

– Consumo excessivo de cafeína e álcool pode piorar o problema e a prática de exercícios físicos pode amenizar os sintomas.

O melhor a ser feito diante de tanta polêmica sobre as causas é manter a saúde em dia e sempre buscar orientação médica.

Tratamentos e convivendo com a doença

Os tratamentos podem ser:

– Cirúrgico

– Medicamentos

Para determinar qual o tratamento mais indicado o médico vai solicitar exames e analisar o histórico da paciente, cada caso é um caso.

É importante ressaltar que a endometriose não tem cura, portanto, o objetivo do tratamento é aliviar os sintomas e oferecer uma melhor qualidade de vida.

É fundamental manter os exames preventivos em dia, se a doença é detectada no inicio o tratamento começa o quanto antes e o alivio dos sintomas é bem maior. Uma dica é fazer um diário sobre como funciona o seu período menstrual e assim observar quais as mudanças significativas no seu corpo, existem até alguns aplicativos que podem auxiliar.

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