Se sentir feio, ter a autoestima baixa e buscar sempre a perfeição no seu corpo são alguns dos sintomas do distúrbio

Você já deve ter ouvido falar na criação do canal da jornalista Daiana Garbin. Casada com o apresentador Tiago Leifert, dona de um par de olhos azuis lindos, fala bem e ainda tinha um emprego na Globo… O que poderia não ser perfeito na vida dela? A autoestima. Mesmo com tantas as qualidades, a jornalista se achava feia, gorda, e não conseguia conviver consigo mesma, olhar no espelho e até deixava de frequentar alguns lugares por conta dessa insegurança. Por muito tempo, algumas pessoas achavam que isso era frescura, ou falta mesmo do que pensar. Pois é, mas não é. O distúrbio que afeta a jornalista e outras tantas mulheres tem nome: dismorfofobia. E é sobre isso que iremos falar!

Entenda o que é a dismorfofobia

Sintomas da Dismorfofobia

dismorfofobia é um transtorno que também é chamado de “feiura imaginária”. O que isso significa? Que quem tem esse tipo de transtorno vai achar defeitos em seu corpo e se achar feio por todo momento, e não importa que os outros digam ao contrário, a pessoa sempre vai achar que não é perfeita fisicamente e vai tornar um martírio a convivência com ela mesma. Alguns sintomas podem identificar esse transtorno, como:

Ver um defeito em você que os outros não veem: o primeiro, e principal, sintoma da dismorfofobia é enxergar em você um defeito que as outras pessoas não enxergam. Por exemplo, você pode ter um ossinho no nariz levemente aparente, que a maioria das pessoas nunca nem notou, mas com esse distúrbio a preocupação é tamanha que a pessoa deixa de sair porque acha que todos estarão reparando nesse suposto “defeito”, quando na verdade ninguém nem nunca notou. Esse complexo torna-se tão grande que, em estado avançado, pode comprometer até mesmo as atividades cotidianas como ir ao mercado, passear com a família.

Entenda o que é a dismorfofobia

Tentar de todas as maneiras “resolver” o suposto defeito e se prejudicar com isso: para muitas pessoas, como foi o caso da jornalista Daiana Garbin, o problema está no peso. Mesmo magros, muitos ainda acham que devem ficar ainda com menos quilos e recorrem a maneiras não saudáveis para sanar o suposto problema. Uma das graves consequências são os distúrbios alimentares como a bulimia ou anorexia, que geralmente são notados em pessoas que tem a dismorfofobia.

Se comparar o tempo todo com outras pessoas: abrir uma revista e se sentir culpado por não parecer aquele modelo ou atriz que teria o corpo mais perfeito ou o rosto mais assimétrico, também pode ser um sintoma do distúrbio. Esse tipo de comparação para quem tem dismorfofobia não é saudável. As pessoas ficam extremamente incomodadas, se acham feias e querem até não conviver mais em meios sociais.

Desenvolver estresse e ansiedade: a cobrança excessiva pelo perfeito que talvez nem vá existir, faz com que as pessoas também desenvolvam uma ansiedade e um nervosismo excessivo. O que não é em vão, afinal, o tempo todo a mente delas cobra por atitudes que as façam ser mais bonitas e aceitas por elas mesmas, o que pode acabar desenvolvendo até mesmo uma depressão, tristeza profunda e outros distúrbios emocionais, além da dismorfofobia.

Por que a dismorfofobia acontece?

Agora você deve estar se perguntando porque essa doença se desenvolve e pode acontecer em algumas pessoas. Algumas razões podem explicar a origem do distúrbio ou terem algum tipo de associação com o seu desenvolvimento. Como essas:

Entenda o que é a dismorfofobia

Meio em que se está inserido: afinal, muitas pessoas que trabalham com moda, como modelos, estilistas, ou com a imagem em televisão ou comerciais, sentem-se cobradas o tempo todo a estar perfeita. A aparência é inclusive em muitos casos o que pode determinar o sucesso da carreira. E nessa busca incessante da perfeição, mesmo o que está ótimo pode ainda não satisfazer, e é aí que se desenvolve o distúrbio.

Padrões de beleza: o excesso de revistas e filmes com pessoas ditas “perfeitas” também podem influenciar, principalmente os adolescentes em busca dessa perfeição. E é ai que pode morar o perigo para no desenvolvimento de distúrbios alimentares ou exercícios físicos feito de maneira exagerada, e até a ingestão excessiva de anabolizantes.

Fatores psicológicos: baixa autoestima é um dos principais sintomas de quem tem dismorfofobia. Por isso, uma das raízes do problema pode ser não se valorizar, se achar feio o tempo todo e inferior aos demais. Esses sintomas podem ter ligação psicológica, com traumas do passado ou situações de humilhações vividas que deixaram marcas.

Tratamento da dismorfofobia

Depois de identificado o transtorno da dismorfofobia, o tratamento deve ser feito com acompanhamento psicológico e, em alguns casos, psiquiátrico, já que a pessoa pode ter a necessidade de fazer o uso de medicamentos antidepressivos.

Entenda o que é a dismorfofobia

Durante a psicoterapia, o objetivo principal será aumentar autoconfiança do paciente e devolver a autoestima, além de fazê-lo entender que os defeitos que ele enxerga na verdade não existem. Não há um tempo excessivo para esse tratamento, mas ele é de extrema importância para que quem convive com esse tipo de pensamento possa viver melhor e não se isole cada vez mais. Por isso, é muito importante que aos primeiros sintomas da doença, você busque a ajuda médica para o diagnóstico e a indicação do melhor tratamento para o seu caso.

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