Uma gravidez normal já implica em riscos e cuidados especiais. Quando no pré-natal é diagnosticada uma gravidez de risco esses cuidados aumentam, e podem variar de acordo com cada caso. Neste artigo, vamos apresentar todos os detalhes sobre esse momento que algumas mulheres enfrentam.

Gravidez de risco

Gravidez de risco

Existem muitos fatores que podem caracterizar uma gravidez de risco, os mais comuns são problemas anteriores à gestação, ou que surgem durante a gravidez com pressão alta e diabetes, doenças pré-existentes, obesidade, gestações antes dos 18 anos e após os 35 anos e uso ou dependência de bebidas alcoólicas, cigarro e drogas.

O que é uma gravidez de risco?

Ao longo da gestação podem ocorrer complicações consideradas comuns como enjoos, náuseas, dificuldade de digestão de certos alimentos, prisão de ventre, dores na coluna, muitas idas ao banheiro e câimbras. Mas nem sempre essas complicações geram de fato algum perigo a mãe ou o bebê. É considerada uma gravidez de risco, quando por algum motivo a vida ou a saúde da mãe ou do bebê corre algum perigo.

Quais são os níveis de risco de uma gravidez?

Existem níveis variados para uma gravidez de risco, geralmente eles são divididos em três: baixo risco, médio risco e alto risco. Esses níveis dependeram do perigo e motivo que caracterizam a gestação como uma gravidez de risco.

  • Gravidez de risco baixo á médio: Nesse grupo estão as gestantes com menos de 18 anos e mais 35, as fumantes e as obesas. Nesses casos os riscos gestacionais mais comuns são a diabetes gestacional e o parto prematuro.
  • Gravidez de risco médio á alto: São os casos de gestação de múltiplos, 2 bebês ou mais, mulheres anêmicas, que sofrem de hipertensão crônica e diabetes e mulheres que passaram por cirurgias no útero. Nesse grupo os riscos são de má formação fetal, pré-eclâmpsia e infecções.
  • Gravidez de risco alto á muito alto: nestes casos os principais grupos de risco são as gestações múltiplas, e os problemas envolvem má formação dos bebês, pré-eclâmpsia, partos prematuros e incompetência cervical uterina (colo do útero mais fraco ou muito curto).

Sintomas e causas de uma gravidez de risco

São muitos os fatores e condições que podem caracterizar uma gravidez de risco. Os mais comuns e que devem ter uma atenção maior quando percebidos são os seguintes:

  • Doenças pré-existentes ou desenvolvidas na gestação – anemia, hepatite, diabetes pré-gestacional e gestacional, toxoplasmose, eclampsia e pré-eclâmpsia e obesidade mórbida.
  • Uso de substâncias tóxicas – como álcool, tabaco e drogas
  • Condições físicas e cronológicas – como gestantes com menos de 1,45m anormalidades estruturais no órgão reprodutivo e idade materna inferior a 18 e superior aos 35 anos.
  • Acontecimentos não esperados – sangramento vaginal, contrações uterinas fora do tempo, perda de líquido amniótico, vômitos e náuseas muito frequentes, tonturas e desmaios frequentes, dores na hora de urinar, inchaços inesperados, aceleração não esperada dos batimentos cardíacos, ausência de movimento do bebê por mais de 1 dia e dificuldade para caminhar.
  • Outros sintomas são – uso de remédios perigosos durante a gestação, sistema imunológico frágil, gravidez de múltiplos, 2 ou mais, esforços físicos elevados, exposição a agentes químicos ou biológicos prejudiciais, excesso de estresse e ameaças de parto prematuros.

É de extrema importância que você faça um bom pré-natal, e siga todas as instruções e recomendações passadas pelo seu médico ginecologista obstetra. Se por acaso você sentir algum desses sintomas ou se encaixar em algum dos grupos de risco descritos aqui é recomendado procurar o seu médico rapidamente.

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Gravidez de risco

Cuidados necessários em uma gravidez de risco

Caso sua gestação seja diagnosticada como uma gravidez de risco é importante que você siga atentamente todas as recomendações do seu médico obstetra, além de tomar cuidados como:

  • Evitar situações de estresse;
  • Descansar muito, o repouso é fundamental;
  • Manter sempre uma alimentação equilibrada;
  • Fazer consultas e realizar exames periodicamente;
  • Não consumir álcool, cigarros ou drogas;
  • E apenas praticar atividades físicas liberadas pelo seu obstetra.

Com que frequência é preciso ir ao médico durante uma gravidez de risco

Quando uma mulher é diagnosticada com uma gravidez de risco alto deve ser vigiada pelo médico obstetra regularmente, para que seja possível avaliar o estado de saúde do bebê e da gestante passo a passo, ela deverá ir ao médico sempre que ele solicitar.

Normalmente é recomendado que a gestante faça ao menos duas visitas no mês ao consultório médico. E em casos mais de descontrole pode ser necessária a internação da gravida para a normalização do estado de saúde da mãe e do bebê.

A pré eclampsia é o fator de risco que mais preocupa os médicos, e o motivo que mais causa internações de gestantes para que o estado seja normalizado. Ela atinge 1 em casa 1.500 mulheres gravidas no Brasil, e nesses casos é preciso realizar exames frequentes de proteinúria, ureia, potássio e mais alguns.

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