Antibióticos

O assunto antibiótico gera uma controvérsia, isso porque são medicamentos muito eficazes no combate a inúmeras bactérias, mas a questão é que em diversas situações seu uso é feito de forma indiscriminada e até irresponsável e assim vira um perigo para a saúde.

A bactéria possui estruturas e o antibiótico age em cada uma dessas partes eliminando o problema. Já o vírus é bem menos complexo e por isso não existe necessidade alguma de utilizar antibióticos para tratamento de vírus, nem temos para tal finalidade.

Por isso é importante ressaltar o perigo dos antibióticos quando utilizados sem um propósito considerável, vejamos.

Quando um médico prescreve um antibiótico para um paciente ele sabe que é uma doença provocada por bactéria, porque por via de regra ele deve ter pedido um hemograma e confirmado sua suspeita ou ainda uma coleta da secreção via oral e então vai indicar um antibiótico que seja eficaz para combater a bactéria constatada. O médico também vai determinar em qual horário o medicamento deve ser utilizado e qual o ciclo, por exemplo, 5, 7, 10 dias.

O paciente em alguns casos não segue o horário e não faz o ciclo correto, ou seja, melhora os sintomas e para de tomar o antibiótico. Acontece também de comprar uma quantidade maior, guardar e tomar o remédio depois por conta própria quando apresenta sintomas semelhantes o que não pode ser feito já que a automedicação é sempre um erro.

Saiba por que somos responsáveis por resistência a algumas bactérias

Os pesquisadores acreditam que o uso indiscriminado de antibióticos está causando resistência a bactérias muito perigosas que podem levar até a morte, uma delas é a bactéria KPC (conhecida como super bactéria).

Antibióticos

E o que para algumas pessoas é algo eventual na verdade é bem previsível e pode ser minimizado. Entenda quais mecanismos que tornam as bactérias resistentes.

O primeiro antibiótico descoberto foi à penicilina em 1920 e trouxe uma grande revolução porque algumas infecções consideradas fatais começaram a ser tratadas com excelentes resultados. Porém no inicio da década de 50 um problema sério começou a ser apresentado, a resistência de algumas bactérias a penicilina e a partir disso começaram vários estudos para entender a relação de alguns antibióticos com determinadas infecções bacterianas e essa situação perdura até hoje e por causa de algumas atitudes em relação ao uso de antibióticos estamos perdendo a “guerra” contra as super bactérias.

Nosso organismo é colonizado por milhares de bactérias, a pele, boca, intestino para se ter uma ideia cerca de 70% das fezes são bactérias.

Quando tomamos um antibiótico esse medicamento não tem o poder de ir direto naquela infecção e sanar o problema na verdade ocorre uma destruição de inúmeras bactérias que estão presentes no organismo e muitas delas são importantes para o equilíbrio do nosso corpo e responsáveis pela digestão, produção de vitaminas, ou seja, não servem apenas para a produção de doenças.

Entretanto quando fazemos uso de antibiótico por conta de uma infecção mais simples na garganta, por exemplo, o que acontece no organismo é que aquelas bactérias mais sensíveis são destruídas pelo uso do medicamento e aquelas que possuem um gene mais resistente não se abalam e ainda se proliferam no lugar das que foram destruídas e elas se multiplicam rapidamente.

Antibióticos

– Não se automedique, não utilize um antibiótico sem que o médico tenha certeza que se trata de uma bactéria que precisa desse tipo de medicamento. No Brasil, desde 2010 através de uma resolução da ANVISA, todo antibiótico só pode ser vendido com prescrição médica, porém tem aquelas pessoas que guardam o que sobrou do medicamento e utilizam em outro momento por achar que são os mesmos sintomas, grande erro.

– Respeite o ciclo indicado mesmo que se sinta melhor depois de dois dias, se o uso indicado é de 8 dias tome até o final.

– Faça o descarte correto do medicamento ao terminar o seu tratamento procure uma unidade básica de saúde ou farmácia, por exemplo, e entregue o antibiótico que não vai mais utilizar.

– Não indique o antibiótico que o médico prescreveu o seu caso para um amigo ou vizinho mesmo que os sintomas sejam semelhantes, só o médico está apto para determinar qual tratamento é indicado de acordo com cada caso.

Você sabia?

De acordo com dados da ANVISA 50% dos antibióticos prescritos são desnecessários. Principalmente em crianças.

perigo dos antibióticos aumenta com a automedicação e uso indiscriminado desses medicamentos.

Descartar antibióticos no lixo ou vaso sanitário pode contribuir para a resistência de bactérias.

mau uso de um antibiótico pode virar caso de saúde pública ao invés de tratar o problema pode criar um exercito de micro-organismos resistentes e esse quadro pode ser ainda mais grave no ambiente hospitalar que os pacientes estão mais propensos a infecções.

Você faz uso correto dos antibióticos?

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